Gerenciamento de APIs: o que é, como e porque fazer? - Harpia Cloud
Utilizar Múltiplas APIs ajuda a Otimizar e Agilizar o Desenvolvimento de Aplicações, mas é preciso ter Gerenciamento. Entenda tudo aqui!
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Gerenciamento de APIs: o que é, como e porque fazer?

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Gerenciamento de APIs: o que é, como e porque fazer?

Em um cenário em que cada vez mais empresas estão conectadas e adotando o uso de diferentes ferramentas e sistemas, o gerenciamento de APIs vem se tornando uma atividade estratégica para os negócios, em especial no setor de TI.

Como a tendência é que essa “digitalização do mercado” continue em alta nos próximos anos, e devido ao crescimento de empresas SaaS (software as a service), fazer a gestão das APIs é definitivamente uma prática que veio para ficar.

Acontece que, ao lidar com diversos serviços e softwares internos e de terceiros, muitas vezes é preciso criar integrações para conectar as aplicações e os dados gerados nas variadas ferramentas. 

E é aí que as APIs entram em campo para facilitar e dar mais segurança a essas conexões!

Agora, imagine que o time de desenvolvedores tenha que lidar com dezenas de APIs diferentes. Para conseguir monitorar as atividades, facilitar a organização e otimizar a produtividade, é preciso ter um bom gerenciamento.

“Mas o que é uma API e como fazer essa gestão?”  É isso que vamos explicar neste artigo. 

Você verá nesse conteúdo:

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O que são APIs?

Talvez você não saiba, mas com certeza já teve contato com alguma API ao usar aplicações ou sites na internet. Antes de falarmos sobre a importância do gerenciamento, vamos entender melhor o que elas são?

API é uma sigla que abrevia o termo em inglês Application Programming Interface, que pode ser traduzido ao português para Interface de Programação de Aplicação. 

“Ok, mas o que isso quer dizer na prática?”

Baseado nos princípios do REST – por sua vez uma sigla para Representational State Transfer (ou Transferência de Estado Representacional, em português) -, que define uma série de padrões na arquitetura de softwares para a web, as APIs permitem que um desenvolvedor acesse às funcionalidades de uma aplicação por meio de um outro software. 

Assim, a integração gerada entre os dois sistemas diferentes permite que eles se conectem e “conversem” entre si para realizar funções determinadas e compartilhar dados internos.

Ou seja, em poucas palavras uma API traz instruções e rotinas de programação para permitir o uso de determinado software em conjunto com outras aplicações!

Para ficar mais claro ainda, vamos pensar em um exemplo que muita gente conhece, como quando um site ou um aplicativo permite que o usuário faça o login utilizando a conta Gmail para não ter que criar um cadastro do zero.

O site pode não ter nenhuma relação com a Google, mas utiliza a API de login da empresa para facilitar a vida do usuário e, ao mesmo tempo, ter acesso aos dados e informações necessárias para o cadastro.

Outro exemplo claro são as páginas que mostram a localização por meio do Google Maps no próprio site. O que não faltam atualmente no mercado são APIs disponíveis aos desenvolvedores. 

Por que trabalhar com APIs?

Além de permitir que empresas utilizem diversas soluções e plataformas diferentes no processo de transformação digital, o uso de APIs também facilita – e muito – o trabalho de criação dos programadores. 

Isso porque eles não precisam criar aplicações e funções específicas do zero, garantindo mais agilidade e escalabilidade na construção de novos softwares e apps com soluções já testadas e reconhecidas no mercado.

Para que perder tempo criando algo que já existe e foi desenvolvido por terceiros, não é mesmo?

Se um desenvolvedor precisar criar várias páginas com login, por exemplo, bastaria escalar essa função específica para estar integrada a todo o sistema por meio das APIs.

Porém, nem todas estão abertas para o uso irrestrito dos desenvolvedores. Existem também as APIs privadas. 

API Pública X API Privada 

Já falamos sobre elas e até citamos alguns exemplos de APIs públicas, que são interfaces criadas para serem acessadas por desenvolvedores internos ou externos da empresa e, assim, facilitar o uso de funcionalidades de uma determinada aplicação.

Esse tipo de API é muito comum em especial nas organizações que fornecem programas e serviços na web, como as chamadas SaaS – empresas de Software como serviço, como a Salesforce, por exemplo.

Isso porque esses negócios precisam simplificar a integração dos seus produtos e ferramentas com os sistemas utilizados pelos seus clientes. 

“Mas e a API privada?”

API privada também tem a função de permitir a integração de uma aplicação com outros sistemas, mas a diferença é que essa aplicação não fica disponível para o público geral.

A API é liberada para funções específicas e apenas para os profissionais que o criador permitir.

Esse modelo é bastante comum em alguns sistemas internet banking, pagamento ou mesmo em programas de fidelidade, permitindo que apenas clientes e parceiros utilizem a aplicação. 

Além disso, APIs privadas e de uso limitado também são importantes para o desenvolvimento de arquitetura de microsserviços, já que facilitam a comunicação das aplicações internas e não precisam estar abertas externamente.

Trabalhando com múltiplas APIs

Com a acelerada expansão da transformação digital no mercado, as empresas estão cada vez mais utilizando diferentes soluções e aplicações para trazer os benefícios da tecnologia nas suas operações.

Para que tudo isso esteja integrado e permita o compartilhamento de dados entre a empresa – internamente ou com sua rede de parceiros-, é esperada uma forte expansão no volume de APIs utilizadas nos sistemas.

Se por um lado uma API tem a vantagem de agilizar e facilitar a implementação de sistemas integrados, trabalhar com várias delas pode ser desafiador, exigindo alguns cuidados especiais para garantir a organização e a segurança dos dados.

Desafios de lidar com múltiplas APIs

Segurança

Apesar de trazerem muitos benefícios, como alguns já citados aqui, as APIs também estão suscetíveis a ataques e exploração de falhas por meio de pessoas mal intencionadas.

Isso porque a documentação é clara e, nos casos de API pública, ficam abertas para qualquer um analisar e encontrar pistas sobre o funcionamento da aplicação, o que pode ser um caminho para hackers maliciosos testarem possíveis falhas de segurança.

Organização

Outro desafio que os profissionais encontram ao atuar com múltiplas APIs está relacionado à execução e organização do fluxo de trabalho.

Lidar com muitas APIs sem um ambiente seguro e organizado pode gerar confusões e dificuldades para se encontrar determinadas funções e entender as diferentes integrações.

Para superar ambos os desafios, a solução encontrada pelas empresas e programadores é fazer uma boa gestão de APIs, usando plataformas que ajudam a simplificar e dar mais proteção e escalabilidade aos processos!

Gerenciamento de APIs

O gerenciamento de APIs tem o objetivo de organizar e monitorar o funcionamento da interface, permitindo o desenvolvimento, análise, execução, proteção e gestão das diversas APIs em um único ambiente.

Para fazer tudo isso, a opção mais fácil e comum nas empresas é utilizar uma plataforma de gerenciamento de APIs, que geralmente estão disponíveis nos formatos SaaS ou com armazenamento em nuvem.

Com essas soluções, os profissionais têm uma visão centralizada das APIs utilizadas no sistema, podendo criar procedimentos e funções, como automação, build e release, sem gerar impacto para os usuários.

Já na rotina dos desenvolvedores, os gerenciadores dão maior autonomia sobre o ciclo de vida das APIs, facilitando tarefas como o controle de versões, migrações, exportações, fluxos de trabalho, aprovação, entre outras.

Por que fazer a gestão das APIs? Veja vantagens

Como vimos, o uso das APIs traz a vantagem de permitir a reutilização de serviços e soluções já existentes para criar integrações e facilitar o desenvolvimento de um software ou aplicação. Porém, com o gerenciamento tudo isso fica ainda mais funcional, prático e seguro.

A gestão de API também ajuda a centralizar o controle de todo o processo, acompanhando métricas, acessos, fluxos de trabalho da equipe de desenvolvedores e também dando suporte para a possível monetização da API.

Também chamadas de serviços ou plataformas de API management, elas dão mais confiabilidade, flexibilidade e qualidade ao trabalho tanto com as APIs internas quanto com as públicas.

Além disso, a maioria das soluções de gerenciamento de API também inclui recursos que trazem ainda mais benefícios para a organização. Separamos alguns dos principais, confira:

  • Developer Experience

Em um ambiente seguro e de fácil acesso, os desenvolvedores do projeto podem acessar toda a documentação das APIs, além de visualizarem os processos de integração e outras informações importantes, garantindo mais produtividade e agilidade no trabalho.

  • API Gateway  

Funcionando como um filtro de entrada com o objetivo de direcionar os dados com assertividade e agilidade, o API Gateway também proporciona mais segurança aos usuários, já que ao inspecionar o tráfego consegue fazer a identificação de possíveis ameaças.

Pode ser aplicado ainda para:

  1. Filtrar o tráfego no momento da integração, seja nos ambientes mobile, web ou cloud;
  2. Garantir uma porta de entrada única para as APIs;
  3. Entender o tráfego das aplicações como um roteador;
  4. Proteger dados dos usuários com acesso autenticado e limitação de conexão

Vale ressaltar que para garantir ainda mais proteção, é necessário que a plataforma seja projetada para enfrentar ameaças específicas da API, como: vírus, ataques de negação de serviço e SQL Injection.

  • Gerenciamento do ciclo de vida da API

Acompanhar e gerenciar uma API da sua concepção até a descontinuação é fundamental para garantir a eficiência e performance da aplicação.

Da mesma forma, o uso externo de uma determinada API não pode prejudicar a  performance dos sistemas que usam os recursos internamente.

Quando considerado o cenário de milhares de requisições sendo realizadas por minuto, a necessidade de ter uma solução que não onere a infraestrutura do sistema fica ainda mais latente.

Com esse suporte, as  plataformas de gerenciamento de API permitem minimizar as chances de retrabalho e, com isso, reduzir os custos. 

  • Análises

Fundamental para qualquer gestão, a análise dos dados também é muito importante no trabalho com as APIs. 

Nesse contexto, as plataformas de gerenciamento também ajudam aos gestores e desenvolvedores, permitindo fazer análises para entender melhor as APIs criadas e utilizadas.

É possível analisar, por exemplo, qual a frequência que cada aplicação chama determinada API, ou ainda conferir e entender as falhas ocorridas.

  • Suporte à monetização de APIs 

Alguns desenvolvedores de microsserviços podem gerar monetização por meio de contratos de uso de suas APIs.

Nesse caso, o gerenciador de APIs pode facilitar tanto na criação desses contratos quanto na forma de segmentar consumidores e melhorar a qualidade do serviço oferecido.

  • Segurança e Monitoramento

Manter a segurança e governança dos dados com mais autonomia e controle também é uma das grandes vantagens da gestão de APIs. 

Monitorando em tempo real e em uma plataforma unificada é possível prever vulnerabilidades e evitar ataques e riscos.

Vale a pena investir em uma plataforma de API management?

Como percebemos ao longo deste artigo, existem ótimos motivos para implementar o gerenciamento de APIs, e os benefícios são vários para desenvolvedores, usuários e também para a gestão.

Mas, se ainda assim, a dúvida sobre investir em uma plataforma continuar, temos uma palavra para você: sustentação.

Afinal, só de utilizar as APIs você pode realizar integrações e aproveitar funcionalidades já criadas no desenvolvimento da sua aplicação. Porém, ao lidar com grandes volumes de dados é preciso contar com um sistema que dê suporte a elas.

Com sistemas cada vez mais complexos e integrados a várias APIs, pode ser fundamental contar com uma plataforma para sustentar todas essas conexões.

A MuleSoft, por exemplo, é uma parceira da Salesforce que conta com uma plataforma de gerenciamento de APIs, chamada Anypoint Platform, que permite a integração de dados de diferentes fontes, apps e dispositivos em uma única solução.

Além de oferecer conexão rápida com aplicativos corporativos, na nuvem ou on-premises, permite usar e reutilizar API’S para otimizar a conectividade com inúmeros sistemas legados como ERP, CRM, soluções de marketing e muito mais.

Tudo isso sem contar que uma plataforma de API management também ajuda na autonomia da equipe técnica, que terá mais controle na alocação de recursos e no acesso aos servidores da empresa.

Essa autonomia é importante para garantir flexibilidade nas adequações às demandas e recursos consumidos pelas APIs, facilitando ainda a entrada em novos sistemas operacionais.

Conclusão

Ao longo desta leitura vimos que o gerenciamento de APIs é uma prática cada vez mais recorrente e importante no mercado, já que há um crescente número de empresas que passam a utilizar ou desenvolver softwares e aplicações diversas.

Nesse cenário, fazer a gestão é fundamental para garantir organização e flexibilidade no trabalho dos desenvolvedores e a melhor eficiência aos usuários.

Para isso, as plataformas do chamado API management atuam simplificando processos e garantindo sustentação para que as equipes trabalhem com grande volume de APIs sem complicações ou prejuízos de performance.

Com diversas opções no mercado atualmente, conhecer as necessidades e características da sua equipe de TI é fundamental para fazer a melhor escolha de plataforma ou ferramenta de gestão de APIs.

Por isso, nossa última dica é fazer uma criteriosa análise, comparar opções e implementar a melhor solução para a sua necessidade. Pois assim, com certeza suas aplicações e operações ficaram ainda mais robustas e eficientes.

Quer saber mais sobre APIs e soluções de gerenciamento para ter resultados com tecnologia e inovação? Então continue acompanhando os nossos conteúdos aqui no Blog ou em nossas redes sociais!